segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rocha e Soares derrotados pelos Costas

A fazer fé no que tem vindo a público através da internet, sem que tenha havido qualquer espécie de desmentido, o PS encontrou finalmente um candidato para a Junta de Freguesia de Ladoeiro. Como já se previa, foi descartado Luís Guerra, apesar de este ter alimentado até à ultima a esperança da renovação de confiança de Álvaro Rocha. Pura ilusão. Seguiu-se o nome de Joana Rossa, muito ventilado nas estruturas e junto do eleitorado, resultando de um empenhamento pessoal de Álvaro Rocha e de Joaquim Soares. Consta que se esgrimiu um braço de Ferro entre a família Costa, por um lado, e Rocha/Soares por outro, no sentido de se recuar com o nome da arquitecta, o que veio a suceder, vencendo o nome de Gonçalo Costa como candidato do PS para a Junta de Freguesia. Conheço pessoalmente o Gonçalo, não duvido da sua capacidade nem da sua tenacidade e desde já aproveito a ocasião para o felicitar publicamente, fazendo votos para que possa desenvolver uma campanha séria e digna.
Temo, no entanto, que caso Gonçalo Costa viesse a ser eleito ficasse refém de uma situação de conflito entre as duas facções visadas, o que em nada beneficiaria a Freguesia de Ladoeiro.

sábado, 20 de junho de 2009

Jaime Silva atrás de biombo

O líder regional dos Açores, Carlos César, foi à Comissão Política do PS aconselhar Sócrates a esconder atrás de biombos alguns ministros. Jaime Silva, Ministro da Agricultura, foi um dos visados.
Nestas condições, Jaime Silva não deve avançar com o seu projecto para a Várzea. Trata-se de uma decisão demasiado importante para os agricultores de Idanha-a-Nova, para ser tomada de ânimo leve por um ministro incómodo e em fim de linha. E nunca um projecto para a Várzea se poderia transformar em moeda de troca para pagar favores políticos! Azar de Álvaro Rocha, sorte de centenas de agricultores.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

As políticas agrícolas de Álvaro Rocha deram em nada

O Ministro da Agricultura quer fazer na secretaria o que não conseguiu através do diálogo com os agricultores. Com efeito, as metas a atingir no quadro da produção nacional de azeite levam Jaime Silva a querer impor, de cima para baixo, a plantação de olival nos terrenos da Várzea. É preciso dizer com frontalidade que tal proposta é absolutamente errada. Por um lado, existe uma alternativa que dá possibilidade aos pequenos agricultores do concelho de produzirem em larga escala para a agro-indústria, alternativa essa susceptível de atraír pessoas de outras zonas do país, à semelhança do que aconteceu com os seareiros, vindos do Ribatejo, que aqui se instalaram com a produção do tomate. Teríamos, assim, uma espécie de nova colonização, não despicienda quando esta zona se trata de uma das mais desertificadas do País.
Por outro, ninguém ignora a localização daqueles terrenos, a não ser, aparentemente, o Ministro, pois de contrário saberia que em certas alturas do ano os mesmos são engolidos pelas águas do Ponsul, que galgam as margens e se expraiam pela Várzea, deixando submersa uma larga faixa de terra durante dias, ou mesmo semanas. Ainda que a oliveira conseguisse resistir ao stresse hídrico, motivado pelas cheias, de que forma se faria a colheita do fruto, sabendo-se, como se sabe, que o período de cheias concide com o da colheita do olival?
Julgo que a ideia do Ministro teria outra exequibilidade se fosse implementada nos terrenos do Ribeiro do Freixo. Quanto à Várzea, aí não restam dúvidas, o nosso projecto abrirá uma série de oportunidades, sem paralelo nas políticas de fomento agrário implementadas no concelho ao longo da última década. Aliás, as políticas de fomento agrário da autarquia nunca passaram do papel, numa campanha bem orquestrada de mera propaganda eleitoralista. Se não, vejamos: dióspiro: deu em nada, bioetanol: deu em nada; cana-de-açucar: deu em nada; Mercado Abastecedor: deu em nada; borrego: deu em nada; badana: deu em nada; melancia: deu em nada (que me desculpem os exímios escultores de melancia, mas palhaçada não conta e o festival da melancia não conseguiu passar disso). Parafraseando alguém, deu em nada tudo quanto Álvaro Rocha tocou no plano agrícola. Isto não são ilusões, não são mentiras. É a mais pura das verdades.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ainda haverá escrúpulos no PS?

O Primeiro Ministro invocou o escrúpulo democrátatico para adiar o projecto do TGV. O Ministro da Agricultura poderia usar a mesma receita para adiar o seu projecto da Várzea. Ou será que José Sócrates já gastou todos os escrúpulos que ainda restavam ao PS?

domingo, 14 de junho de 2009

A nossa Ideia para a Várzea beneficia os pequenos lavradores

Se é verdade que o ministro da agricultura aproveitou a nossa ideia original para entregar aos lavradores a Herdade do Couto da Várzea, alguns aspectos diferenciam substancialmente um e outro projecto. Enquanto nós pretendemos dar oportunidade a largas dezenas de pequenos lavradores do concelho de se instalarem em alguns dos solos mais férteis do perímetro de rega da Barragem Marechal Carmona, para aí produzirem culturas como o pimento, a melancia, a beringela, o tomate, o bróculo, entre outras hortícolas e frutícolas, o Ministro quer promover o latifúndio e entregar a uma escassa meia dúzia aquilo que poderia beneficiar centenas de pessoas.
Desconheço a posição de Álvaro Rocha. Não sei se está do lado dos pequenos agricultores, se do lado dos latifundiários, ou se prefere o silêncio, à semelhança da posição que tomou aquando do enceramento da Saipol, sendo então vereador da Câmara Municipal. Da nossa parte, não baixaremos os braços, na defesa dos interesses dos pequenos agricultores e tudo faremos para levar esta nossa ideia para a frente.

sábado, 6 de junho de 2009

Ministro defende o nosso projecto para o Couto da Várzea

Aquando da apresentação da nossa candidatura à Junta de Freguesia de Ladoeiro, apresentámos igualmente uma série de obras e medidas que tencionamos implementar. No plano do fomento agrícola, área que para nós será prioritária, lançámos um projecto para a Herdade do Couto da Várzea. Agora, o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, na sua recente deslocação à Bienal do Azeite, em Castelo Branco, vem dar razão à nossa perspectiva e defender plano semelhante.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Temos um projecto viável para a Herdade do Couto da Várzea

" No plano do fomento agrícola esta será a nossa prioridade. Tudo faremos para viabilizar este plano e dar a possibilidade aos nossos jovens e aos agricultores em geral de participar num projecto de sucesso, que será uma alavanca da economia local, só comparável à construção da Barragem Marechal Carmona.De resto, em nosso entender, só com a implementação deste projecto estará verdadeiramente concluída, em toda a sua extensão, a obra de Hidráulica Agrícola da mesma.
Recorde-se que o projecto de Colonização dos terrenos da Várzea do Ponsul remonta ao Governo que projectou a barragem e só as pressões dos grandes latifundiários de então junto do mesmo terão inviabilizado a obra.
Embora aquilo que defendemos para a Herdade do Couto da Várzea não seja propriamente um projecto de colonização, existem algumas semelhanças, pois também nós preconizamos a distribuição de parcelas com viabilidade agrícola e económica pelos interessados, prevendo-se a participação de largas dezenas de agricultores e a criação de algumas centenas de postos de trabalho directo. "

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Morão arruma a casa

As transformações políticas e económicas da sociedade moderna parecem ter feito atenuar as substanciais diferenças que historicamente fundaram e deram razão de ser aos partidos políticos. Em Portugal, esse fenómeno é tanto mais evidente quando se atenta no moderno rotativismo bipartidário que alternadamente coloca o Partido Socialista e o Partido Social Democrata no poder, sem que os cidadãos percebam, na vida quotidiana, diferenças verdadeiramente assinaláveis. E se é assim no plano nacional, no plano local essas dissemelhanças parecem absolutamente imperceptíveis. Talvez por isso cause pouca estranheza ver os principais actores políticos locais darem a cara, em diferentes eleições, por diferentes partidos. Este fenómeno é já um dado adquirido pelo eleitorado, para quem, não sem alguma razão, as pessoas contam mais que os partidos. Exemplo flagrante desta maneira de fazer e de estar na política encontra-se nas diferentes listas já apresentadas pelo PS a vários órgãos autárquicos, mormente à Câmara Municipal, cuja equipa, a custo, Álvaro Rocha lá conseguiu constituir, graças ao braço tutelar do presidente da Distrital Socialista, que finalmente pôs a casa em ordem.